sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Arte Oratória e Democracia Participativa

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Moisés Kopper - Bolsista Pibic/CNPq.

Arte Oratória e Democracia Participativa [Resumo]

Neste trabalho problematiza-se o uso público da palavra nos espaços da democracia participativa de Porto Alegre. Pretende-se apreender, de forma particular, a maneira como a arte retórica é empregada estrategicamente por líderes comunitários que atuam na Região Centro do Orçamento Participativo (OP) da cidade. Pensado como uma modalidade específica de capital simbólico que agrega valor às performances discursivas, o uso público da palavra individual contribui para a compreensão dos processos representativos e de mediação política que orientam a participação popular, assim como dos significados simbólicos e subjetivos atribuídos ao exercício da política. Metodologicamente, a etnografia privilegia, através da observação participante, os itinerários de um desses líderes comunitários, demonstrando como suas competências lingüísticas o conduzem à ação, articulando e conectando uma diversidade de agentes e instituições sociais: são espaços-tempo como o Conselho do OP (COP), o Fórum Regional do OP (que acompanho desde 2007), associações de camelôs e o novo Centro Popular de Compras de Porto Alegre. Os resultados das investigações indicam que as relações de poder da liderança são constituídas em contextos de disputa e negociação, envolvendo líderes e grupos sociais concorrentes, de um lado, e dispositivos estatais, como o Ministério Público, a Prefeitura e a Câmara Municipal de Vereadores, de outro. Nesse sentido, a apropriação e o uso recursivo de uma arte retórica nos discursos performáticos são fundamentais para a construção da reputação do líder comunitário. Igualmente, contribuem para a manipulação e conversão de outros capitais simbólicos – como o social e o político – que, articulados pela fala do líder, o autorizam a fazer uso público hegemônico da palavra, em nome de seus interlocutores, na mediação e representação política dos interesses de sua comunidade.
AUTOR: Moisés Kopper - Bolsista Pibic/CNPq

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Orçamento Participativo e Dramatização Social

O link para o texto completo "Orçamento Participativo e Dramatização Social" encontra-se disponível para download no endereço www.megaupload.com/?d=I6VSM4LF.

Moisés Kopper - Bolsista Pibic/CNPq.

sábado, 18 de outubro de 2008

Orçamento Participativo e Dramatização Social [Resumo]

Neste trabalho problematiza-se a participação performática e dramatizada de lideranças comunitárias de diferentes movimentos sociais de Porto Alegre nos espaços-tempo do Orçamento Participativo (OP) da cidade. Para tanto, parte-se da pressuposição de que esse dispositivo de participação não se reduz à discussão orçamentária, mas se fundamenta na alteridade e produz novos arranjos e disposições culturais, colocando em jogo uma multiplicidade de sentidos que justificam a participação e autorizam as performances empreendidas por esses agentes. A análise recorre às performances e dramatizações empreendidas pelos conselheiros e delegados que atuam no espaço do Fórum Regional de Delegados e Conselheiros (FROP) da Região Centro do OP-POA. Este cenário vem sendo acompanhado sistematicamente desde agosto de 2007, o que permitiu a realização da observação participante e a contextualização da agência desses atores sociais a partir dos esquemas culturais que lhe servem de aporte. Os discursos orais e as práticas corporais alusivas a essas performances foram inscritos na forma de Diários de Campo. Os resultados dessas análises apontaram para a co-existência de distintas modalidades de agência social, que instituem diferentes critérios para a participação e constroem reputações específicas. Por sua vez, o espaço para expressão dessas lideranças – uma espécie de “parlatório” – constitui-se no momento propício para a racionalização discursiva, pois nesses momentos os agentes articulam e explicitam suas redes sociais construídas, suas habilidades aprendidas, seus capitais mobilizados e/ou convertidos, e a realização dos trabalhos de mediação junto à comunidade vernácula e dos espaços de negociação nos bastidores da política. Nesse sentido, discutiram-se – a partir de exemplos paradigmáticos concretos –, quais são os sentidos e as tensões fundamentais colocadas no OP, buscando captar os processos de ordenação simbólica do mundo e as correspondentes atualizações práticas e conformações concretas dessas representações.
Moisés Kopper - Bolsista Pibic/CNPq